O processo de individuação visa a compreensão do sujeito perante seu consciente e inconsciente, é um processo para fazer o individuo tornar-se o que ele realmente é, através de sua diferenciação e de sua singularidade a pessoa consegue manifestar a sua especificidade.
Mas para que esta manifestação ocorra é necessária uma aceitação de si mesmo com todas as suas potencialidade e dificuldades, pois sem elas é impossivel constituir a nossa especificidade.
Entretanto ao tornar-se o que se é não significa tornar-se algo estático e fixo, mas sim um processo de aceitar em si cada vez mais o que se é, de uma forma onde os padrões dos pais, dos papéis exigidos pela sociedade, é como um processo de atingir a maioridade.
A psicologia Jungiana acredita que o que está fora também está dentro, e o que está dentro também está fora, temos como objetivo não apenas se libertar de valores, normas coletivas e expectativas de papéis, mas de aprender a se relacionar com o inconsciente, com o que acreditamos ser desconhecido, o nosso ser não deve ser determinado pelo inconsciente juntamente com valores criados culturalmente.
Com essa consciência caminhamos para deixarmos de ser presos por padrões que não são nossos, com esse reconhecimento dos padrões de exteriores é possivel separa-los ou liga-los a imagem de si-próprio constituindo um processo de integração do sujeito.
A individuação será sempre um objetivo a ser perseguido eternamente, pois tornar-se si mesmo em uma sociedade bombardeada de padrões, é uma completa utopia, no melhor dos casos estamos nesta constante estrada.
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